O consumo excessivo de sal (sódio) esta inequivocamente associado à hipertensão arterial e, consequentemente, de problemas renais e aumento da retenção de líquidos, e de doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.
Portugal é um dos países em que mais de morre por doenças cardiovasculares, sendo a hipertensão um dos factores de risco mais presentes. Estima-se que o consumo de sal entre a população portuguesa seja o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo a redução da ingestão de sal, por isso, uma das prioridades no que toca à alteração de hábitos alimentares.
No entanto, alem do sal de cozinha (sódio) adicionado à dieta como tempero, existem muitos outros alimentos que fornecem quantidades consideráveis de sal e que deve conhecer de forma a limitar o seu consumo:
- pão: procure as alternativas sem sal;
- comida congelada: os alimentos congelados ou pré-preparados são de facto muito práticos, mas o seu teor em sal e outras fontes de sódio é, em regra, elevado;
- cereais de pequeno-almoço: são uma fonte inesperada de sal, pelo que deve procurar fazer a sua própria mistura de cereais, usando cereais integrais como a aveia, o trigo, a cevada, por exemplo;
- sumos de vegetais: apesar de serem um apelativo saudável e natural, tenha atenção à adição de sal;
- sopas fora de casa: tal como os sumos, são um alimento potencialmente saudável e baixo em calorias, mas podem ser veiculo de sal em excesso;
- molhos e temperos prontos a utilizar: são práticos porque de uma só vez consegue dar sabor às suas comidas com uma combinação de especiarias, mas... veja o rótulo, pois habitualmente fornecem uma quantidade elevada de sal (sódio). Faça os seus próprios temperos, use e abuse das especiarias em substituto do sal;
- frutos secos: são saudáveis, sim, mas na sua forma natural. A sua apresentação na forma salgada é tradicional e é literalmente uma “bomba” de sal a evitar.